Displasia do Desenvolvimento do Quadril

A displasia do desenvolvimento do quadril, conhecida também por luxação do quadril (termo parcialmente inadequado), corresponde a formação irregular do “encaixe coxa-bacia”. Geralmente está presente ao nascimento, mas pode se desenvolver no 1º ano de vida. Cerca de uma a cada 60 crianças podem nascer com instabilidade no quadril que se resolve ate o segundo mês de vida em cerca de 90% dos casos. A verdadeira luxação ou subluxação tem uma incidência de 1,5 a cada 1000 nascimentos.

Nas formas mais leves o quadril se apresenta apenas com uma frouxidão ligamentar aumentada sem perda do encaixe. Nos casos mais graves o quadril pode estar totalmente luxado (deslocado).

Os estudos mostram que a displasia é mais comum:

  • Do lado esquerdo
  • No sexo feminino
  • Nos primogênitos
  • No parto pélvico
  • Antecedente familiar positivo

Os sintomas, que não são específicos para displasia, podem ser:

  • Sem sintomas
  • Sensações de “click” ou estalidos durante a manipulação do quadril
  • Pregas na região dos quadris assimétricas
  • Diferença de comprimento das pernas
  • Atraso no início da marcha
  • Alteração da marcha

O diagnóstico e feito através do exame físico associado à ultrassonografia (até os 6 meses) e radiografias da bacia (após os 6 meses de idade).

O objetivo do tratamento e obter uma redução estável da articulação do quadril. Vai depender da idade e grau de instabilidade deste quadril. Quando diagnosticado precocemente, o uso de órteses para manter o quadril reduzido (suspensório de pavlik, por exemplo) é suficiente.

Os quadris luxados mais graves e diagnosticados mais tardiamente necessitam de uma abordagem mais invasiva que vai desde uma redução com paciente anestesiado e gesso até cirurgias de maior porte.